FAQ

Quando procurar ajuda especializada?

QUANDO PROCURAR AJUDA ESPECIALIZADA?

O Médico Veterinário deve ser consultado sempre que for observada alguma alteração no comportamento ou no estado de saúde do animal.

Com relação ao sistema visual devemos estar atentos a qualquer alteração de tamanho do globo ocular, coloração da esclera (parte branca do olho), coloração das conjuntivas, presença de secreções, lacrimejamento, desvios oculares, alterações de tamanho das pupilas, alterações de cor da íris (parte colorida do olho), alterações palpebrais e dor ocular (olho fechado ou piscando muito) (Ver Principais Sinais e Sintomas de Doenças Oculares). Tais sinais podem ocorrer isolados ou combinados entre si.

A avaliação do comportamento visual do animal também é importante. Devemos estar atentos para qualquer indicio de que está ocorrendo baixa de visão. Animais que colidem em objetos e móveis ou que tem dificuldade de visão noturna ou ainda sensibilidade à claridade (fotofobia) podem estar apresentando sinais de alguma doença ocular.

Devemos estar atentos também a traumas oculares devidos a brigas, objetos pontiagudos e também à exposição do olho a xampus, secadores, produtos de limpeza ou outras substâncias químicas.

Principais Sinais e Sintomas de Doenças Oculares

 

1. Olho vermelho;

2. Secreção ocular;

3. Lacrimejamento excessivo;

4. Prurido intenso;

5. Protrusão (aparecimento) da terceira pálpebra;

6. Incomodo ocular: olho fechado ou piscando muito;

7. Aumento do tamanho do globo ocular;

8. Córnea sem brilho;

9. Desigualdade no tamanho das pupilas;

10. Opacidade da córnea;

11. Opacidade do cristalino;

12. Pigmentação corneana.

 

É muito importante consultar um Oftalmologista Veterinário sempre que houver um problema ocular em nosso cão ou gato. A prática incorreta, muito comum em nosso meio, de medicar por conta própria e de estender um tratamento realizado num animal a outro com sintomatologia semelhante, pode ser muito prejudicial, já que os sinais e sintomas oculares são praticamente os mesmos para qualquer doença ocular, porém os tratamentos são diferentes e específicos para cada tipo de moléstia.

Lembre-se uma medicação mal utilizada pode causar sequelas irreversíveis ao olho, levando a consequências desastrosas.

Bibliografia:

· GELATT, K. N. Veterinary ophthalmology. 3. ed. Baltimore: Lippincott Williams amp; Wilkins, 1999.

· GELATT, K. N. Manual de oftalmologia veterinária. 1. ed. Brasileira. Manole, 2003.

Obs: Por questões éticas não emitimos nenhuma opinião técnica sem examinar os animais. Todas as informações contidas neste site são apenas de caráter informativo e não substituem, em hipótese alguma, as orientações do seu Médico Veterinário.

 

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O que é o Olho Seco?

Ceratoconjuntivite Seca - CCS - (Olho Seco)

A CCS é uma doença muito comum nos CÃES, sendo que as raças Buldogue Inglês, West Highland White Terrier, Pug, Yorkshire Terrier, Cocker Spaniel Americano, Pequinês, Schnauzer Miniatura e Springer Spaniel Inglês encontram-se dentre aquelas com maior risco de acometimento.

A CCS caracteriza-se pela deficiência quantitativa e/ou qualitativa da lágrima, resultando em ressecamento e inflamação da conjuntiva e da córnea, dor, ulcerações e baixa de visão. As causas de CCS no cão podem ser várias, dentre elas podemos destacar a cinomose, blefaroconjuntivite, indução medicamentosa (sulfonamidas), prolapso não corrigido ou remoção da glândula da terceira pálpebra, problemas neurológicos ou doenças metabólicas sistêmicas (hipotireoidismo, diabetes mellitus e hiperadrenocorticismo).

O diagnóstico é estabelecido com base nos sinais clínicos típicos (olhos vermelhos e inflamados, secreção mucóide, superfície da córnea sem brilho, pigmentação da córnea e esclera e até mesmo ulcerações), coloração ocular positiva por corantes vitais e alteração no resultado do teste lacrimal de Schirmer.

O tratamento primário é o medicamentoso. Quanto mais precoce o diagnóstico melhor será a qualidade de vida do animal e menores serão as consequências relacionadas à visão.

A CCS no GATO é incomum, porém é a doença lacrimal mais importante nesta espécie. Sua ocorrência é normalmente secundária a blefaroconjuntivite crônica – que por sua vez parece ser devida a infecção recidivante ou crônica pelo herpes vírus do tipo 1 (FHV-1).

O diagnóstico é feito com base nos sinais oculares e no teste lacrimal de Schirmer. Os sinais que podem ser encontrados são hiperemia (“vermelhidão”) da conjuntiva, opacificação da córnea, secreções e em alguns casos ulceração corneana.

O tratamento para CCS felina difere pouco daquele utilizado para a CCS canina, porém o principal fator no tratamento é estabelecer qual a causa de base da CCS, porém ações paliativas podem ser importantes. 

 

Bibliografia:

· GELATT, K. N. Veterinary ophthalmology. 3. ed. Baltimore: Lippincott Williams amp; Wilkins, 1999.

· GELATT, K. N. Manual de oftalmologia veterinária. 1. ed. Brasileira. Manole, 2003.

 

 

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Você sabe o que é o Glaucoma?

O glaucoma no cão pode ser definido basicamente como sendo um grupo de doenças que têm maior risco de elevar a pressão intraocular (PIO).

Os glaucomas caninos podem ser caracterizados a partir de sua possível causa como: primários, secundários e congênitos.

Os glaucomas primários levam ao aumento da PIO sem concomitância de outras doenças oculares. Várias raças foram identificadas como passiveis de desenvolver glaucoma primário, dentre elas podemos destacar as mais conhecidas entre nós: Akita, Basset Hound, Beagle, Cocker Spaniel Americano e Inglês, Teckel, Dálmata, Husky Siberiano, Maltês, Pastor Alemão, Poodle Toy e Miniatura e Shih Tzu entre outras (Gelatt, 2003). O glaucoma primário pode ser hereditário em algumas raças de cães, tais como o Beagle, Springer Spaniel e Dogue Alemão.

Os sinais clínicos associados à doença estão relacionados ao estágio na qual ela se encontra:

(1) Na fase inicial podemos encontrar animais assintomáticos ou com leve midríase (aumento do diâmetro da pupila) e edema de córnea;

(2) Numa fase moderada a midríase é variável e podemos ter congestão dos vasos episclerais, estrias na córnea e um leve aumento de volume do globo ocular (buftalmia), entre outros sinais;

(3) Na fase avançada a midríase torna-se persistente e o edema, as estrias e a buftalmia ficam mais evidentes. Nesta fase podemos encontrar animais com baixa de visão que pode variar de leve até cegueira total.

Os glaucomas secundários são aqueles cujo aumento da PIO deve-se à obstrução das vias de drenagem do humor aquoso decorrente de doença ocular concomitante. Normalmente tais glaucomas são unilaterais e não hereditários. Dentre as doenças que levam ao glaucoma secundário podemos citar as uveítes, luxação de lente (cristalino), neoplasias oculares e catarata intumescente.

O tratamento medicamentoso para o glaucoma canino, apesar de dispendioso, é um dos aspectos mais importantes, já que as cirurgias necessitam, frequentemente, terapia medicamentosa concomitante. Quanto mais precoce o diagnóstico mais rápido poderemos instituir o tratamento para o controle da PIO. No caso de glaucoma unilateral, o tratamento profilático do outro olho pode adiar o aparecimento da doença neste olho por vários meses ou mais.

O importante é que os animais recebam assistência continuada tanto de seus proprietários quanto de seus veterinários.

 

Bibliografia:

 

· GELATT, K. N. Veterinary ophthalmology. 3. ed. Baltimore: Lippincott Williams amp; Wilkins, 1999.

· GELATT, K. N. Manual de oftalmologia veterinária. 1. ed. Brasileira. Manole, 2003.

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